terça-feira, 11 de outubro de 2011

O Reavivamento da Igreja e a Oração



Muitas vezes na história do povo de Deus há momentos quando o povo anda por caminhos que não são exatamente aqueles que o Senhor deseja para o seu povo. É só fazer uma leitura no livro de Juízes para ver este fenômeno acontecendo tantas vezes. Deus age no meio do seu povo e como consequência o povo é abençoado de maneira extraordinária. Mas as próximas gerações “esquecendo-se do Senhor seu Deus, fizeram o que era mau aos olhos do Senhor” (Jz 3:7). 

Como resultado, eles começavam a sofrer as consequências negativas deste afastamento do Senhor. A opressão dos inimigos, calamidades entre o povo, guerras, perda das bênçãos, esfriamento espiritual, contaminação pelo pecado e o estilo de vida mundano. Por causa destas realidades que eles passavam havia uma busca da presença de Deus através do clamor e oração: “Então, os filhos de Israel clamaram ao Senhor, e o Senhor lhes suscitou libertador” (Jz 3:9; 4:3).


O povo buscava ao Senhor no meio das suas dificuldades e o “Espírito do Senhor veio sobre” um juiz e este era o instrumento de Deus para a restauração da comunhão entre Deus e o seu povo. Esta também tem sido uma realidade com o povo de Deus depois do Pentecostes. Muitas vezes na história da Igreja tem havido uma intercalação entre períodos de bênçãos, períodos de esfriamento espiritual e mundanismo na igreja, busca da presença do Senhor através da oração e do clamor, e os períodos de refrigério promovidos pelo mover do Espírito de Deus entre o seu povo. Este último período é conhecido na história da Igreja como “reavivamento”.
Os grandes “reavivamentos” da história mais recente da igreja foram: a Reforma Protestante, cujos líderes de maior destaque foram Lutero e Calvino, no século XVI; o movimento Puritano na Inglaterra, no século XVII, quando “formou-se” o presbiterianismo escocês e as igrejas batistas inglesas; o Pietismo no meio da Igreja Luterana, no século XVII, sendo de destaque a Igreja Morávia sob o comando do Conde Zinzerdorf. Estes tiveram uma reunião de oração 24 horas, que durou ininterruptamente 100 anos. Eles foram um dos grandes movimentos missionários inspiradores para as próximas gerações. 


No mesmo século houve o movimento metodista sob a influência de João Wesley, e os avivamentos experimentados nas colônias inglesas do Novo Mundo, sob a influência de Jonathan Edwards. Patrick Jonhstone, autor do livro Intercessão Mundial, um guia para oração pelas nações, relaciona os vários movimentos de “reavivamentos” que surgiram nos séculos XIX e XX diretamente à ênfase dada pela igreja nas reuniões de oração. Quando o povo buscava a Deus através da oração, Ele respondia através dos movimentos de reavivamento.
Na Bíblia nós encontramos orientações dadas pelo próprio Deus apontando nesta direção no texto de 2 Crônicas 7:13-14. Este é um momento muito especial na relação de Deus com o seu povo no Velho Testamento. Salomão concluiu a construção do templo, trouxe a arca da Aliança para o mesmo, exortou e abençoou o povo, e orou ao Senhor pedindo a bênção sobre ele e sua descendência, sobre o povo de Israel e sobre a relação da aliança que Ele fez com o povo (2 Crônicas 6:18 a 41). Em resposta à oração de Salomão, Deus manifestou a Sua glória entre o povo a tal ponto que “os sacerdotes não podiam entrar na Casa do Senhor”. À noite, o Senhor apareceu a Salomão e lhe deu as orientações encontradas no capitulo 7.


Se o povo buscar a face do Senhor, se humilhar e deixar os seus caminhos de pecado, o Senhor lhes responderá a oração, perdoará os pecados e sarará a terra. Que busquemos a face do Senhor e experimentemos renovos da Sua presença e que a igreja seja continuamente “reavivada”.




Por: Pastor José Rosifran Macedo

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